a rã do parque da aclimAção

Voltando de um exame ultrassom transvaginal passo no parque. Aproveitar que moro perto de um numa cidade como São Paulo. O médico passou o gel e enfiou aquele pau eletrônico com camisinha em mim, saí de lá com fotos dos meus ovários, do útero e outras coisas. Tudo muito asséptico mas mesmo assim me fez lembrar que sou um corpo. E que no geral a gente esquece dele e de tudo que tem dentro.

Me dou um tempo pra meditar o que faltou no parque. Sentei de frente pro lago, por do sol, árvores, pássaros cantando. Estou ali há alguns minutos e um barulho no chão de folhas ao lado. Abro o olho e . . . uma rã !

Deu uns três pulos, passou calmamente na minha frente. Eu imóvel, agora de olhos abertos, observo. Ela parou um pouco à minha direita e ficou imóvel como eu.   De vez em quando os olhos se mexiam. Eu só via o olho direito, aquele olho fora do corpo, mas imaginei que ela mexia os dois ao mesmo tempo. Na verdade poderia ser um sapo, mas acho que era uma rã. Uma sapinha.

Ficamos ali as duas, meditando. Observando. Ela de um verde meio musgo, diferente das folhas do chão. Há quatorze anos frequento esse parque – moro do lado desde então – e nunca tinha visto uma rã ali. E agora estávamos as duas lado a lado em silêncio, meditando, observando o sol se por. Logo pensei nas rãs que tenho comido todo sábado e domingo por volta das seis da tarde. Eu não, Tarsila. Mas eu também. E as falas do Oswald na cabeça “é, eu comi muito, muita gente tua. Tanta gente tua eu tracei que de tanto comer enjoei.” Daí o Murubixaba, “você se empanturrou dos nossos, deixa de prosa, por isso tua carne é gostosa !” E eu ali, do lado da rã, ouvindo isso dela.

É, eu comi muita gente tua. Tanta gente tua eu tracei que de tanto comer, enjoei. Não, eu não enjoei. Só estava um pouco envergonhada ali ao lado dela. E ela tranquila, parecia me perdoar, entender. É a natureza, é isso mesmo. Eu sei, ela dizia.

“Um ser desprovido de razão seu semelhante não come. Como pode um homem comer outro homem?” Uma sapa comer outra sapa? “Somos todos bichos humanos iguais . . . ..”   e a música peça que não sai da cabeça.

Que nobreza essa rã. Me perdoar assim, do nada, e me deixar ficar ao seu lado, as duas observando o lago, a sol – que na peça o sol é a sol -, as árvores, o vento. As pessoas passavam no caminho embaixo, cada uma com seu celular ou seu cachorro. Crianças de bicicleta, patins. Até uma mulher com araras coloridas treinadas. E nós ali, imóveis, eu pensando nas rãs que comia todo final de semana, tentando então aceitar que essa é a lei da vida. Antropofagia. Depois todos viramos terra mesmo, essa aqui bem embaixo das nossas bundas. Aliás como as pernas dela parecem as minhas. Abaporu.

Macumba Antropófaga – Teatro Oficina 2017 – foto Jennifer Glass

E nós ali. O relógio da igreja bateu quatro vezes, quatro horas. Sol de inverno, vento nas folhas, cantos de pássaros, uns três cantos diferentes, não sei qual de qual. Ela imóvel e eu também. Comecei a pedir perdão a ela. Envergonhada de todas as rãs que comi na vida e ao mesmo tempo aceitando, como ela mesma parecia dizer mantendo-se calma ali do lado, a vida é assim mesmo. De vez em quando um barulho de gente me desviava a atenção dela, e quando eu voltava os olhos pra onde ela estava, por alguns segundos não conseguia vê-la. Ela da cor das folhas, da textura do chão, imóvel ali, ela era o chão e as folhas e a terra. Quantas coisas vemos mas não enxergamos. Olhamos mas não distinguimos. Porque não conhecemos ou simplesmente porque não estamos ali. Porque não sabemos ver. Não queremos. Ignorância ou desinteresse. Mas logo eu a via de novo, e continuávamos ali, lado a lado, existindo.

Quando criança passava férias no Rancho Alegre – a alegria é a prova dos nove ! é é é ! ! ! – e os primos saíam à noite com os adultos da região pra caçar rãs e tatus. Apesar de gostar de alguns programas ‘dos meninos’, nesse eu nunca quis ir. Via aqueles paus com a ponta afiada e não conseguia imaginar como alguém pode ser tão cruel pra querer espetar aquilo numa rã indefesa ou num tatu perdido no mato. A caça era à noite, com a lanterna eles os cegavam, e daí conseguiam atacá-los atordoados. Eu achava aquilo um horror mas depois comia a rã bem feliz. Agora pedia perdão também por essas rãs devoradas no passado. Mas a vida é assim mesmo, ela continuava me dizendo e me aceitando em silêncio ali quieta.

Estava ficando tarde, minhas pernas doíam de muito tempo na mesma posição. Meditando, evitando a dor de cabeça. Mais de quarenta anos tendo enxaqueca e de repente eu sabia lidar com ela, não tinha mais. Queria dizer isso pra todo mundo, escrever receitas de como acabar com sua enxaqueca, mas quem iria ouvir ou ler? Tentei umas vezes logo que voltei do meu retiro meditativo mas entendi que não é bem assim. Pensava na enxaqueca que aprendi a conhecer e que não tenho mais, ou tenho mas agora sei contracenar com ela, e me lembrei da sapinha ou sapinho meu amigo lá da praia. Numa das outras encarnações construí uma casa na praia e ficava lá às noites sozinha na casa em construção, e por um bom tempo tive um amigo sapo. Bem pequenininho, vinha ficar comigo à noite na cozinha. Ou ao lado da cadeira de balanço onde ficava olhando as árvores e o mar. A mar, que no teatro é a mar. Ficávamos ali em silêncio. Ele mexia pouco, de vez em quando comia um pernilongo. Até que um dia ele ficou tanto tempo na mesma posição sem comer nenhum pernilongo que estranhei. Fui dar uma cutucada nele e vi que tinha morrido. Enterrei ele ali na frente da casa. Fiquei com saudade nas noites solitárias seguintes, e muito de vez em quando depois, como agora, lembrava dele.

E a sapinha continuava ali. Deu mais uns dois pulos, agora pra frente. Pensei em toda a cena da peça, Tarsila e Oswald vendo as rãs, ouvindo o Pica Pau do Villa Lobos, às vezes cantando um pouco junto, com o absinto ainda descendo quente. Antropofagia. Absorção do inimigo sacro. Ela não era minha inimiga. Eu é que era a inimiga dela ali. É, eu comi muito, muita gente tua. Meu corpo tinha gente dela nele, talvez por isso ela se sentia bem ali do meu lado. E eu também do lado dela. Pensando que depois nós duas viraremos terra. Em como será que morrem as outras rãs. As outras, como ela, que não são assassinadas para serem devoradas em peças de teatro, sítios ou restaurantes. Será que elas apenas morrem como o sapinho da praia, ou são capturadas e devoradas por animais maiores? Ela parecia não se importar com nada disso, ainda imóvel ali na minha frente. Só de vez em quando um movimento dos olhos.

Eu começava a pensar que precisava ir embora, que nem tinha almoçado ainda, mas estava tão bom ali do lado dela. Éramos dois seres vivos, mais vivos que as pessoas embaixo com os celulares e os cachorros. Bobagem, ninguém mais vivo que ninguém, mas eu ali com ela entendi os deuses. As deusas. Na verdade não entendi nada, mas vi a vida nela.

Foi difícil me despedir. Ficava olhando pra ela. Desviava o olhar e olhava de novo, até conseguir distingui-la no meio das folhas e do chão da terra, todos os tons de verde e marrom. Ela ali. É que eu não tinha vontade de ir embora. Era bom ficar ali com ela. Fui indo devagar, peguei a bicicleta, ela imóvel, achando tudo muito natural. De repente eu olhava pro mesmo lugar e só via folhas e chão. Daí aguçava o olhar e a via de novo. Fui me despedindo assim. E no caminho de volta ainda encontrei o Pica Pau comendo o mamãozinho dos pássaros. É só saber ver.

Agora sei que minha amiga rã estará lá no parque sempre. Se não ela, muita gente dela. Eu vou saber que elas estão lá. Não estarei mais sozinha no parque no meio de todas aquelas pessoas correndo olhando e falando no celular. E sábado que vem vou comer mais gente tua. E lembrar dela tranquila do meu lado dizendo que a vida é assim mesmo.

(Voltando ao exame. “. . . e nunca soubemos o que é fronteiriço . . .” Roubei o roupão de papel que usei por alguns minutos e que a enfermeira mandou jogar no lixo; achei desperdício. Vai ficar ótimo na peça!)

A experiência / experimentação da música n’Os Sertões

  • e outros espetáculos

*especial para a revista A Bigorna – extraordinária – parte do livro dourado do Oficina 50+ – comemorativo dos 50 anos do Teatro Oficina

 

Chegada

Minha primeira experiência como atuadora no Oficina foi em Bacantes, na virada de 1999 pra 2000. Entrei com a função de aprender tudo e ensaiar as canções com os atores, na maioria não cantores. Tínhamos pouco tempo – depois aprendi a trabalhar com pouco tempo e a estar sempre preparada pra improvisar – inventar e atuar. Foi o começo de um trabalho que resultou no fortalecimento musical do coro do teatro e na ‘oficialização’ do aquecimento vocal diário como forma de afinar, timbrar as vozes, e também concentrar o elenco, ligando-o a partir dessa e nessa sintonia fina que é a música.

Ao longo desses anos no Oficina vivi diferentes processos de criação, talvez com a única característica comum de que nada nunca está nem estará pronto. Que tudo pode e vai sempre mudar. Pensando em música, ainda mais pra ser cantada em coro, essa mudança permanente parece de uma dificuldade intransponível, mas se revela de uma riqueza muito intensa com a prática. Perde-se muitas vezes em qualidade pela dificuldade de afinação, mas ganha-se em intenção, conteúdo e interpretação.

 

O coro

“O coro ditirâmbico recebe a incumbência de excitar o ânimo dos ouvintes até o grau dionisíaco, para que eles, quando o herói trágico aparecer no palco, não vejam algum informe homem mascarado, porém uma figura como que nascida da visão extasiada deles próprios.” (Friedrich Nietzsche, em “O Nascimento da Tragédia”).

Falando especificamente do coro, principalmente musical, sinto que um bom exemplo dessa busca do papel do coro, organicamente integrado com o conteúdo e com a atuação do público, é a montagem dos cinco espetáculos d’Os Sertões. Processo que abriu possibilidades para evoluções em trabalhos seguintes, como nos espetáculos Banquete, Macumba Antropófaga, Acordes e Cacilda!!!, onde partimos para complexas e sofisticadas divisões de vozes, de compositores como Villa Lobos e Paul Hindemith, e composições próprias já criadas para quatro ou mais vozes distintas.

Ah, os primeiros ensaios d’A Terra… Passávamos de três a cinco horas cantando diária e ininterruptamente, no início um grupo de treze pessoas que foi virando um coro potente e coeso. Primeiro o aquecimento vocal, e então um garimpo das canções que já haviam sido criadas em ensaios realizados dez, doze anos antes, em oficinas com Tom Zé, Denise Assunção.

Durante dois meses realizamos ensaios semanais gratuitos abertos ao público, onde usávamos ainda o livro, e arriscávamos todo tipo de invenção e improvisação a partir do próprio texto de Euclides da Cunha, na íntegra. Enquanto ensaiávamos no teatro durante a semana, Zé ia trabalhando a dramaturgia com outro grupo de artistas, a partir dos improvisos –muitos deles musicais- vividos com o público. Durante esse período eu era a única ‘música’ do grupo, e nossa base musical dos ensaios era o canto. No primeiro dia da primavera Zé conduziu o ensaio com o objetivo de compor o trecho que descrevia a primavera no Sertão, e compusemos juntos toda a sequência da exuberância das plantas da caatinga, com cada ator incorporado em sua planta que trazia sua musicalidade própria para ser cantada por ele ou em coro. Depois de meses cantando juntos tínhamos atingido uma intimidade musical que permitiu essa explosão de criação coletiva de cantos de primavera.

Seguimos com O Homem I, onde o coro atua cantando o tempo todo –mesmo nas pausas musicais. Canções que compusemos em sua maioria no calor dos ensaios.

Quando iniciamos o processo do espetáculo seguinte, ainda com o anterior em cartaz, sentíamo-nos esgotados em nossas possibilidades musicais. Resolvemos então encomendar música a compositores amigos do teatro. Realizamos leituras de mapeamento musical do texto, e de acordo com a cara da cena indicada pelo diretor, pensávamos em qual compositor se encaixaria melhor para cada momento. Foi assim que passamos trechos do texto para vários compositores, e as criações foram chegando. Adriana Calcanhotto, Sérgio Ricardo, Carlinhos Brown, Arnaldo Antunes, Jards Macalé, Lirinha, Júnio Barreto enviaram suas composições, além de Chico César, Péricles Cavalcanti e José Miguel Wisnik, que já haviam composto também para as partes anteriores. Cada canção que chegava era aprendida e cantada em coro, e muitas vezes ditava o caminho de criação da cena. Outras compusemos inspirados pelo estilo de compositores que foram simpáticos ao convite mas que que por motivos diversos não puderam compor, como Caetano Veloso, Marina Lima e Arrigo Barnabé.

Seguimos assim nos espetáculos A Luta I e II, e contamos ainda com composições de Arthur Nestrovski, Celso Sim, e continuamos criando nos ensaios. Nessa altura já formávamos uma ala de compositores com Marcelo Pellegrini, Karina Buhr, Adriano Salhab, Adriana Capparelli, Mariana de Moraes, Camila Mota, Otávio Ortega e eu mesma, além dos atores, que sempre colaboravam ora com ideias interessantes, ora com a contribuição milionária de todos os erros, muitas vezes mais inseridos no conteúdo da cena do que a criação original.

 

Coro Bixigão

Somado ao coro de atores trabalhamos também durante todo o processo d’Os Sertões com o coro do Movimento Bixigão, grupo de crianças e adolescentes do bairro do Bexiga, moradores vizinhos ao teatro. Além da contracenação nos espetáculos, construímos uma comunicação imediata através da música. Tanto nas cantadas em coro nas peças, como nas canções de aquecimento, que nos uniam num repertório comum, fazendo-nos parte de um grupo com uma mesma e própria linguagem. Desenvolvemos paralelamente o projeto Revista Bixiga Oficina do Samba a partir dos sambas do Bairro do Bexiga – os do Oficina inclusive -, o que concretizou em música a ligação com o entorno do teatro, com a Escola de Samba Vai Vai, com a história musical do bairro e a ligação com o processo de pesquisa e criação d’Os Sertões, numa busca coletiva e individual das próprias origens, chegando numa identidade comum de sertanejos urbanos da periferia do centro, o tipo brasileiro sem tipo.

 

MOMENTOS DE PROCESSOS DO CORO PROTAGONISTA

Zagreb, Croácia, e Teatro Oficina São Paulo, 2009. Leitura encenada d’O Banquete de Platão – pra levantar com uma pequena equipe do Oficina e atores e músicos croatas, depois montagem em São Paulo. Importamos um canto eslavo de fertilidade e renascimento, Oj Dodole, cantado lá por um coro feminino. Os ensaios em São Paulo começaram com o aprendizado desta canção, adaptando para um coro misto. Idioma croata cujo som nos remetia a línguas indígenas daqui, abaixo da linha do equador.

São Paulo, abril 2011. Montagem da Macumba Antropófaga, a partir do Manifesto Antropófago de Oswald de Andrade. Começamos os ensaios com o aprendizado dos coros do choro no. 10 e de Mandú Çárárá de Villa Lobos. Divisão de vozes difícil para um grupo pequeno de atores e quatro músicos. Adaptação do arranjo de orquestra para a banda, com ênfase no ritmo. Sem quórum suficiente pra todas as vozes necessárias, adaptações.

Setembro 2012. Acordes. Transcriação da obra de Paul Hindemith e Bertolt Brecht. Apresentando Macumba Antropófaga no interior de São Paulo e ensaiando Acordes no Oficina entre uma cidade e outra. Divisão de vozes, intervalos difíceis. Música alemã, contagens retas, ritmo quase marcial. Adaptação do texto em português a partir do alemão, encaixando na partitura pra quatro e mais vozes. A cada noite após o trabalho árduo de tirar a música do papel e conseguir cantar em coro, enviávamos pros diretores que detestavam tudo, achando a música muito dura e cantada sem interpretação. Verdade. Nos concentrávamos tanto pra acertar a nota que o sentido não aparecia. Ainda. Isso viria com a repetição e ensaios. Mas como convencer o diretor?

Setembro 2013. Cacilda!!! Como em muitos processos, dificuldade inicial de juntar as pessoas. Buscar união do coro com um novo desafio. Executar partituras difíceis, divisão de muitas vozes, intervalos estranhos. Decidimos começar os ensaios com o Pica Pau – choro n.3 de Villa Lobos.

O processo de criação musical já tem uma cara, quase um método, desenvolvido ao longo de anos de trabalho, longos ensaios dedicados muitas vezes à criação da música de uma única cena, que depois pode vir a ser descartada. O não método. Um dos músicos traz uma ideia musical, uma canção. Que vai sendo modificada a partir da cena, do ator/atriz que vai cantar, do coro que canta junto, do Zé que canta a cada momento uma melodia e ritmo diferentes, mas dando a direção do que quer como interpretação. É nesse ponto que entramos sempre no mesmo conflito. Eu tentando definir melodia e ritmo, para que possam ser apreendidos e cantados. Principalmente se for em coro. Por um coro de não músicos, que não tem a destreza de improvisar ou inventar vozes harmônicas, ou executar um ritmo comum a partir da comunicação do olhar, ou feeling comum. A necessidade de repetir. E a direção que diz que a interpretação, o sentido do que se canta é que vai trazer a afinação e a necessidade do ritmo. E eu penso: um ator precisa do texto pra daí experimentar interpretações, criar a partir da direção. Um cantor ator precisa da melodia, das notas musicais que serão seu texto, e ao menos da sugestão do ritmo. E lá se vão minutos preciosos do ensaio no embate do ovo ou da galinha, notas musicais/melodia e ritmo definidos versus incorporação/interpretação. Apolo e/ou Dionisio?

E a certeza de que canções criadas assim, no calor do ensaio, com a presença e energia de todos, e pequenas contribuições melódicas de um ator mais musical, ou mesmo do ‘erro’ de muitos, resultam em canções totalmente incorporadas ao texto, conteúdo e cena, e apropriadas em cada nota e tempo por todos os atuadores presentes. O prazer de cantar isso em coro a cada apresentação, e mesmo a cada ensaio é contagiante. É esse contágio que vai vencer o desafio de excitar o ânimo dos ouvintes.

Outubro 2013