{"id":422,"date":"2016-06-10T12:55:45","date_gmt":"2016-06-10T15:55:45","guid":{"rendered":"http:\/\/leticiacoura.com.br\/?p=422"},"modified":"2016-06-26T19:00:03","modified_gmt":"2016-06-26T22:00:03","slug":"r-e-v-i-s-t-do-samba-no-paquistao-e-o-rasta-pe-do-cercadinho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/leticiacoura.com.br\/en\/r-e-v-i-s-t-do-samba-no-paquistao-e-o-rasta-pe-do-cercadinho\/","title":{"rendered":"r e v i s t a  do samba no Paquist\u00e3o &#8211; e o Rasta-p\u00e9 do cercadinho"},"content":{"rendered":"<p><strong>Lahore, Paquist\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><strong>World Performing Arts Festival, jardins do pr\u00edncipe Shah Jehan\u00a0e \u00b4cercadinho\u00b4 pras mulheres<\/strong><\/p>\n<p>na loja:<br \/>\n&#8211; quero uma roupa feminina, gostei daquela, laranja.<br \/>\n&#8211; tem tamb\u00e9m esta azul, aquela \u00e9 seda do norte do &#8230;<br \/>\n&#8211; eu quero s\u00f3 uma mesmo, obrigado.<br \/>\n&#8211; s\u00f3 uma?<br \/>\n&#8211; \u00e9, eu s\u00f3 tenho uma mulher.<br \/>\n&#8211; que pobreza&#8230;<\/p>\n<p>E assim meu parceiro V\u00edtor da Trindade, percussionista, comprou o presente pra sua \u00fanica esposa. Com ele e o violonista Beto Bianchi, formamos em 99 o Revista do Samba, pra tocar os sambas que mais gost\u00e1vamos misturados \u00e0s nossas aventuras pelo g\u00eanero. Mal sab\u00edamos at\u00e9 onde ir\u00edamos por conta disso. Pela Internet, o convite. Lahore, Paquist\u00e3o, pra participar do World Performing Arts Festival.<\/p>\n<p>Lahore, cidade com mais de 2000 anos de idade, capital da prov\u00edncia de Punjab, fronteira com a \u00cdndia e capital cultural do Paquist\u00e3o, onde nasceu o pr\u00edncipe Shah Jehan, que construiu pra sua amada e pro mundo o Taj Mahal. Em S\u00e3o Paulo nem um guia para o pa\u00eds que talvez esconda (escondia mesmo, esse texto foi escrito em 2008) Osama Bin Laden. Juntei informa\u00e7\u00f5es da Internet \u00e0s fornecidas pelo festival, e soltei a imagina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Depois de 20 horas de v\u00f4o divididas por uma espera de 10 horas no aeroporto de Londres, chegamos pela manh\u00e3 em Islamabad, capital do Paquist\u00e3o, onde um simp\u00e1tico funcion\u00e1rio da embaixada brasileira nos recebeu no aeroporto pequeno mas com lugar atapetado garantido e cercado pra quem quiser rezar. Seguimos de carro para Lahore, a 380 km dali. Pela janela horizontes desertos sem fim, um ch\u00e3o arenoso em tons de bege e cinza, colorido de tempos em tempos pelas roupas multicores e esvoa\u00e7antes de trabalhadores do campo ou andarilhos indo de um nada pra outro. E pelos \u00f4nibus e caminh\u00f5es, tamb\u00e9m coloridos, cheios de desenhos, bordas trabalhadas, lotados de coisa e de gente.<\/p>\n<p>Nas paradas o motorista nos ia apontando integrantes do Taliban, identificados pelas roupas e comprimento da barba. Aos poucos saberia reconhec\u00ea-los pelo olhar. Uma mistura de medo e desprezo: mulher e ainda sem v\u00e9u&#8230;<\/p>\n<p>A chegada se deu por uma periferia sem fim, at\u00e9 chegar na parte rica da cidade, mostrando uma disparidade que bem conhecemos entre uma classe alta, ocidentalizada ou n\u00e3o, e o \u00b4resto\u00b4. Um tr\u00e2nsito que pode ser comparado ao dobro do volume de carros de S\u00e3o Paulo, mas com os motoristas do Rio de Janeiro&#8230; motos carregando fam\u00edlias inteiras, um homem, uma ou duas mulheres (sempre sentadas de lado), o beb\u00ea e as crian\u00e7as. Algumas carro\u00e7as puxadas por cavalos e muitos t\u00e1xis triciclos, com a aud\u00e1cia dos nossos motoboys. E todos andando ao contr\u00e1rio, que l\u00e1 foi col\u00f4nia inglesa, quando tudo ainda era a \u00cdndia. O Paquist\u00e3o passou a existir como pa\u00eds de maioria absoluta mu\u00e7ulmana com o fim do Imp\u00e9rio Brit\u00e2nico na regi\u00e3o em 1947.<\/p>\n<p><strong>O festival<\/strong><\/p>\n<p>Dez dias e noites de m\u00fasica, teatro, teatro de bonecos, cinema e dan\u00e7a. Artistas de quarenta pa\u00edses diferentes, de todos os continentes. Sete salas-tenda para dan\u00e7a, teatro e teatro de bonecos, tr\u00eas espa\u00e7os para cinema e teatro, e um palco arena ao ar livre para os shows musicais, com capacidade para quatro mil pessoas. O World Performing Arts Festival acontece em Lahore desde 1992, quando come\u00e7ou como um festival de Teatro de Bonecos, organizado pelo Rafi Peer Theatre Workshop, da tradicional fam\u00edlia de artistas Peerzada. \u00c9 hoje o maior festival do sudeste da \u00c1sia, e um dos principais eventos a promover a troca cultural e art\u00edstica entre Oriente e Ocidente.<\/p>\n<p>O convite \u00e9 feito para que os artistas se apresentem, mas tamb\u00e9m para que permane\u00e7am durante todo o evento. Assim vivemos intensamente em Lahore os dez dias do festival, e pudemos assistir espet\u00e1culos de linguagens diversas, tradicionais e contempor\u00e2neas, e ainda conhecer os maiores nomes da m\u00fasica paquistanesa. Tr\u00eas noites foram dedicadas \u00e0 m\u00fasica local: a Mystic Soul Night, para a m\u00fasica de inspira\u00e7\u00e3o sufi, a m\u00edstica isl\u00e2mica; Ghazal Night, dedicada aos poetas, inesquec\u00edvel pelo sil\u00eancio e concentra\u00e7\u00e3o do p\u00fablico, e o encerramento do festival, a Classic Night, com representantes das mais importantes fam\u00edlias de forte tradi\u00e7\u00e3o musical no pa\u00eds \u2013 porque o conhecimento musical no Paquist\u00e3o \u00e9 transmitido pelas fam\u00edlias, e pelo nome do artista j\u00e1 identificamos seu estilo.<\/p>\n<p><strong>O Samba e o Tango<\/strong><\/p>\n<p>Em um dos shows tivemos a participa\u00e7\u00e3o especial de um grupo formado por argentinos e espanh\u00f3is que vivem em Barcelona, Conexion Tango. Tocamos juntos \u201cO Samba e o Tango\u201d, com um final apote\u00f3tico numa mistura bem-humorada dos ritmos. Mistura que agradou ao nosso embaixador que acabava de chegar da \u00cdndia (inimiga pol\u00edtica do pa\u00eds), e considerou pertinente o exemplo n\u00e3o s\u00f3 de toler\u00e2ncia mas de amizade entre dois povos vizinhos. Desde que n\u00e3o se fale em futebol&#8230;<\/p>\n<p>A dan\u00e7arina argentina no seu vestido colado ao corpo e pernas descobertas dan\u00e7ando grudada em seu parceiro chileno, num pa\u00eds onde as mulheres andam um passo atr\u00e1s dos homens, cabe\u00e7as cobertas e roupas que n\u00e3o deixam transparecer uma \u00fanica curva, e n\u00e3o dan\u00e7am em p\u00fablico; o bailarino que dan\u00e7ou a dan\u00e7a de Shiva, mas quase n\u00e3o se apresenta mais devido \u00e0 onda conservadora do pa\u00eds e o preconceito com as tradi\u00e7\u00f5es indianas; os iranianos e as flores para as bailarinas americanas que apresentaram uma dan\u00e7a t\u00edpica de seu pa\u00eds mas que \u00e9 hoje proibida pelo governo fundamentalista do Ir\u00e3; a bomba que explodiu no ponto do \u00f4nibus entre o hotel e o festival, a Xuxa ucraniana, a banda paquistanesa\/americana de punk rock, os tapetes de tantas cores e desenhos, a amabilidade dos paquistaneses, as conversas sobre Deus, os jogos de cr\u00edquete nos parques, o est\u00e1dio de hockey, os talibans da estrada.<\/p>\n<p>A cabe\u00e7a rodando, entro no quarto do hotel, e pra tentar dormir ligo a televis\u00e3o. MTV da China, filmes de Bollywood, musicais indianos, notici\u00e1rios em \u00e1rabe, ou urdu e punjabi, idiomas paquistaneses, muitos homens barbados, tento distinguir se \u00e9 uma rede pirata falando do pr\u00f3ximo ataque terrorista, ou apenas o jornal da noite. Melhor tentar as ovelhas.<\/p>\n<p><strong>Baco<\/strong><\/p>\n<p>Folga. Um passeio \u00e0 tarde pelo mercado, cheio e animad\u00edssimo, artigos de mil e uma noites, todo o imagin\u00e1rio de Ali Bab\u00e1, Alladin e Sherazade, ali ao alcance dos olhos, das m\u00e3os, e de algumas r\u00fapias. E para escolher com calma a melhor combina\u00e7\u00e3o de cores de v\u00e9us, \u00e9charpes e roupas de seda, ou proveni\u00eancia do tapete, ch\u00e1 de menta. Pra brindar \u00e0 vida entramos no restaurante de um hotel cinco estrelas, e perguntamos logo ao gar\u00e7om que vinho ele teria para nos oferecer \u2013 haviam nos indicado que em hot\u00e9is assim ter\u00edamos acesso a h\u00e1bitos ocidentais. Ele ficou branco, e olhando para os lados e falando baixo, disse-nos que ali n\u00e3o serviam bebidas alco\u00f3licas, explicando, s\u00e3o todos mu\u00e7ulmanos, seria uma afronta beber na presen\u00e7a deles. E num tom mais baixo ainda, se voc\u00eas tiverem sua pr\u00f3pria garrafa, podem tentar conseguir um quarto para beb\u00ea-la&#8230; Ele s\u00f3 n\u00e3o nos indicou onde poder\u00edamos encontrar a tal garrafa, ent\u00e3o desistimos da comemora\u00e7\u00e3o e voltamos ao festival.<\/p>\n<p><strong>Educa\u00e7\u00e3o sexual no museu e o rasta-p\u00e9 do cercadinho<\/strong><\/p>\n<p>Lahore \u00e9 uma metr\u00f3pole, aproximadamente 10 milh\u00f5es de habitantes, com grandes jardins e monumentos erguidos na \u00e9poca \u00e1urea da cidade, sob o Imp\u00e9rio Mongol, que durou do s\u00e9culo XVI ao XIX. Destaque para o Shalimar Garden, terminado durante o Imp\u00e9rio de Shan Jehan, o forte e as muralhas da cidade. \u00c9 uma pena que como n\u00e3o mu\u00e7ulmanos n\u00e3o possamos entrar nas mesquitas, mas pode-se passear pelos jardins, p\u00e1tios e corredores que as cercam. A mesquita Badshahi \u00e9 a maior de arquitetura Mongol do pa\u00eds, finalizada em 1674. Andar descal\u00e7a por ela, ouvindo o canto que chama para uma das ora\u00e7\u00f5es do dia ajuda a compreender a religiosidade do lugar. O museu da cidade, o Lahore Museum, apesar de ser um dos maiores do sul da \u00c1sia n\u00e3o \u00e9 muito grande em compara\u00e7\u00e3o aos museus europeus, mas apresenta pinturas e esculturas greco-budistas, pe\u00e7as tibetanas, instrumentos musicais, al\u00e9m de uma detalhada exposi\u00e7\u00e3o de fotos da funda\u00e7\u00e3o do pa\u00eds.<\/p>\n<p>A visita ao museu foi especial gra\u00e7as a um garoto de dezessete anos que passava suas tardes ali. Come\u00e7ou me explicando cada pe\u00e7a, e foi ent\u00e3o me perguntando de onde eu era, se era casada, o que fazia ali. Nisso entraram alguns barbudos, e ele me fez notar que todas as mulheres naquele momento cobriram as cabe\u00e7as e mesmo os rostos, e me encorajou a fazer o mesmo. Perguntei porque e ele me explicou que aqueles eram religiosos, e que era um sinal de respeito eu me cobrir. Perguntei porque novamente, e na seq\u00fc\u00eancia acabei respondendo a tantas perguntas, praticamente uma aula intensiva de educa\u00e7\u00e3o sexual, movida por uma compaix\u00e3o instant\u00e2nea por aquele garoto no auge de sua juventude, sem nenhuma informa\u00e7\u00e3o sobre o sexo oposto e uma solid\u00e3o de chorar.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s \u00e9 de se reparar a grande intimidade f\u00edsica existente entre os homens, em contraposi\u00e7\u00e3o ao ostensivo recato imposto \u00e0s mulheres.<\/p>\n<p>Como estrangeira escapei um pouco dessa imposi\u00e7\u00e3o, mas tive uma boa demonstra\u00e7\u00e3o da condi\u00e7\u00e3o feminina na vida cotidiana da cidade. Fomos a uma cerim\u00f4nia sufi, em companhia de um soci\u00f3logo franc\u00eas, um guia amigo paquistan\u00eas e o embaixador brasileiro. Quinta-feira \u00e0 noite, bairro afastado. Uma \u00e1rvore imensa, e sob ela uma pequena multid\u00e3o sentada em roda no ch\u00e3o, acocorada nos galhos das \u00e1rvores e pelos degraus que davam no mausol\u00e9u de um poeta. Dois Ogans tocando dhols, tambores enormes pendurados no corpo, e no meio homens em transe rodando sem parar, alguns com impressionantes movimentos fren\u00e9ticos de cabe\u00e7a, que pareciam querer desenroscar do pesco\u00e7o. Encontramos um lugar na roda, e imediatamente me fizeram sinal pra n\u00e3o sentar ali, apontando-me um cercadinho onde todos deixavam os sapatos. Obedeci. N\u00e3o foi exatamente amig\u00e1vel a maneira como me indicaram o lugar. Sentada sozinha, literalmente cercada por uma tela de arame, constatei que eu era a \u00fanica mulher ali, e o fato de ter coberto a cabe\u00e7a com um v\u00e9u n\u00e3o os fez muito mais simp\u00e1ticos \u00e0 minha presen\u00e7a. Acabada a cerim\u00f4nia fomos visitar o mausol\u00e9u do poeta, e de novo fui barrada na porta, e tamb\u00e9m n\u00e3o ganhei o belo colar de flores reservado aos visitantes &#8211; homens. Fui ent\u00e3o at\u00e9 o p\u00e1tio onde descobri outras mulheres, sob uma outra \u00e1rvore centen\u00e1ria enorme, cheia de papeizinhos com pedidos e agradecimentos. Havia uma calma especial ali, e o guia paquistan\u00eas veio me fazer companhia. Mas a sensa\u00e7\u00e3o desagrad\u00e1vel da segrega\u00e7\u00e3o n\u00e3o saiu de mim. S\u00f3 um ano depois, e com o aux\u00edlio luxuoso do humor, vomitei essa experi\u00eancia na forma transformadora de um samba. O Rasta-p\u00e9 do Cercadinho, minha singela vingan\u00e7a, quem sabe um gr\u00e3o de areia no deserto das lutas pelos direitos das mulheres&#8230;<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Revista Do Samba - Rasta P\u00e9 Do Cercadinho -  BR-LBC-13-00013 - by Leticia Coura by revistadosamba\" width=\"662\" height=\"400\" scrolling=\"no\" frameborder=\"no\" src=\"https:\/\/w.soundcloud.com\/player\/?visual=true&#038;url=https%3A%2F%2Fapi.soundcloud.com%2Ftracks%2F155262090&#038;show_artwork=true&#038;maxheight=993&#038;maxwidth=662\"><\/iframe><\/p>\n<p>Muitas contradi\u00e7\u00f5es num pa\u00eds que quase elegeu uma mulher pra Presidente (Benazir Bhutto, assassinada no final de 2007), que admite cada vez mais mulheres nas universidades, mas que ainda permite por lei a poligamia para os homens. Uma m\u00fasica bel\u00edssima e poemas de encontro com o amante divino, uma religiosidade que permeia todos os detalhes cotidianos, mas a constante e crescente press\u00e3o de grupos fundamentalistas. O amor e \u00f3dio em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cultura ocidental.<\/p>\n<p>Depois de tantas aventuras, tanta informa\u00e7\u00e3o e troca entre universos t\u00e3o ricos quanto distintos, fica a certeza de que a arte, com sua liberdade infinita, \u00e9 o caminho mais curto e eficaz para a comunica\u00e7\u00e3o entre as pessoas. Principal acontecimento cultural da cidade, qui\u00e7\u00e1 do pa\u00eds, o World Performing Arts Festival realiza sua imensa contribui\u00e7\u00e3o ao esfor\u00e7o de compreens\u00e3o e assimila\u00e7\u00e3o das diferen\u00e7as, e mais que toler\u00e2ncia, promove a curiosidade e o interesse pela diversidade cultural, atrav\u00e9s do enriquecedor encontro de artistas. E se \u00e9 que a vida imita mesmo a arte, ent\u00e3o temos alguma esperan\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>o que ouvir:<\/strong><\/p>\n<p>fam\u00edlia Ali Khan<\/p>\n<p>. Nusrat Fateh Ali Khan \u2013 considerado maior cantor paquistan\u00eas de Qawwali, forma musical nascida do encontro desde o s\u00e9culo XII entre as tradi\u00e7\u00f5es po\u00e9ticas e musicais de monges sufistas vindos da P\u00e9rsia e a devo\u00e7\u00e3o musical de popula\u00e7\u00f5es locais.<br \/>\n. Sain Zahoor \u2013 cantor de origem rural da regi\u00e3o de Punjab, cresceu cantando em santu\u00e1rios sufi, e \u00e9 hoje um dos principais divulgadores de poetas sufi e da m\u00fasica tradicional paquistanesa.<\/p>\n<p>cantoras<\/p>\n<p>. Reshman \u2013 natural de fam\u00edlia cigana do Rajast\u00e3o, cantou na inf\u00e2ncia em santu\u00e1rios Sindh, e \u00e9 hoje uma das cantoras mais populares do pa\u00eds, tendo gravado muito para filmes tanto paquistaneses quanto indianos.<br \/>\n. Tina Sani \u2013 cantora Ghazal tamb\u00e9m bastante popular, de tradicional estilo Punjabi.<br \/>\n. Zarsanga \u2013 tamb\u00e9m de fam\u00edlia cigana, conhecida como a Rainha da M\u00fasica Pashto.<\/p>\n<p><strong>onde ir:<\/strong><\/p>\n<p>Shalimar Garden<br \/>\nBadshahi Mosque<br \/>\nLahore Museum<\/p>\n<p><strong>World Performing Arts Festival<br \/>\n<\/strong>todo ano, m\u00eas de novembro<br \/>\nComplexo Cultural Al Amrah<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_424\" style=\"width: 525px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-424\" class=\"wp-image-424\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/leticiacoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/revista-do-samba-e-a-Mesquita-Badshahi-300x225.jpg?resize=515%2C386\" alt=\"revista do samba e a Mesquita Badshahi\" width=\"515\" height=\"386\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/leticiacoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/revista-do-samba-e-a-Mesquita-Badshahi.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/leticiacoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/revista-do-samba-e-a-Mesquita-Badshahi.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/leticiacoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/revista-do-samba-e-a-Mesquita-Badshahi.jpg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/leticiacoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/revista-do-samba-e-a-Mesquita-Badshahi.jpg?resize=480%2C360&amp;ssl=1 480w, https:\/\/i0.wp.com\/leticiacoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/revista-do-samba-e-a-Mesquita-Badshahi.jpg?resize=333%2C250&amp;ssl=1 333w, https:\/\/i0.wp.com\/leticiacoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/revista-do-samba-e-a-Mesquita-Badshahi.jpg?w=1324&amp;ssl=1 1324w, https:\/\/i0.wp.com\/leticiacoura.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/revista-do-samba-e-a-Mesquita-Badshahi.jpg?w=1986&amp;ssl=1 1986w\" sizes=\"auto, (max-width: 515px) 100vw, 515px\" \/><p id=\"caption-attachment-424\" class=\"wp-caption-text\">trio Revista do Samba no p\u00e1tio da Mesquita Badshahi &#8211; Lahore, Paquist\u00e3o<\/p><\/div>\n<ul>\n<li>esse texto foi escrito para a revista Lugar, da Folha de S.Paulo &#8211; publicado em dezembro 2008. \u00a0e fomos l\u00e1 tocar no World Performing Arts Festival \u00a0em 2006.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lahore, Paquist\u00e3o World Performing Arts Festival, jardins do pr\u00edncipe Shah Jehan\u00a0e \u00b4cercadinho\u00b4 pras mulheres na loja: &#8211; quero uma roupa feminina, gostei daquela, laranja. &#8211; tem tamb\u00e9m esta azul, aquela \u00e9 seda do norte do &#8230; &#8211; eu quero s\u00f3 uma mesmo, obrigado. &#8211; s\u00f3 uma? &#8211; \u00e9, eu s\u00f3 tenho uma mulher. &#8211; que&hellip;<a href=\"https:\/\/leticiacoura.com.br\/en\/r-e-v-i-s-t-do-samba-no-paquistao-e-o-rasta-pe-do-cercadinho\/\" class=\"button\">Read more <span class=\"screen-reader-text\">r e v i s t a  do samba no Paquist\u00e3o &#8211; e o Rasta-p\u00e9 do cercadinho<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[1],"tags":[8,27,3,24,25,4,26],"class_list":["post-422","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nao-categorizado","tag-cavaquinho","tag-lahore","tag-leticia-coura","tag-paquistao","tag-rasta-pe-do-cercadinho","tag-revista-do-samba","tag-revista-lugar"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.2 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>r e v i s t a do samba no Paquist\u00e3o - e o Rasta-p\u00e9 do cercadinho - Let\u00edcia Coura<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/leticiacoura.com.br\/en\/r-e-v-i-s-t-do-samba-no-paquistao-e-o-rasta-pe-do-cercadinho\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"r e v i s t a do samba no Paquist\u00e3o - e o Rasta-p\u00e9 do cercadinho - Let\u00edcia Coura\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Lahore, Paquist\u00e3o World Performing Arts Festival, jardins do pr\u00edncipe Shah Jehan\u00a0e \u00b4cercadinho\u00b4 pras mulheres na loja: &#8211; 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