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	<title>Arquivos penetrável - Letícia Coura</title>
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		<title>[:pb]Moléculas de água e mundos de plástico[:]</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Letícia Coura]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Aug 2018 18:36:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>[:pb] &#160; A partir da informação de que nosso corpo humano é constituído de 60 a 70% de água, me instiga saber como as moléculas de água reagem aos sons (o pesquisador japonês Masaru Emoto inventou um experimento para fotografar cristais de água congelada que haviam ‘ouvido’ sons diversos; as formas encontradas são inúmeras, diversas&#8230;<a href="https://leticiacoura.com.br/moleculas-de-agua-e-mundos-de-plastico/" class="button">Leia mais <span class="screen-reader-text">[:pb]Moléculas de água e mundos de plástico[:]</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>[:pb]<div id="attachment_656" style="width: 287px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-656" data-attachment-id="656" data-permalink="https://leticiacoura.com.br/penetravel-agua-e-plastico/" data-orig-file="https://i0.wp.com/leticiacoura.com.br/wp-content/uploads/2018/08/penetra%CC%81vel-a%CC%81gua-e-pla%CC%81stico.jpg?fit=720%2C960&amp;ssl=1" data-orig-size="720,960" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="penetrável água e plástico" data-image-description="" data-image-caption="" data-large-file="https://i0.wp.com/leticiacoura.com.br/wp-content/uploads/2018/08/penetra%CC%81vel-a%CC%81gua-e-pla%CC%81stico.jpg?fit=662%2C883&amp;ssl=1" class="wp-image-656 " src="https://i0.wp.com/leticiacoura.com.br/wp-content/uploads/2018/08/penetra%CC%81vel-a%CC%81gua-e-pla%CC%81stico-225x300.jpg?resize=277%2C370" alt="" width="277" height="370" srcset="https://i0.wp.com/leticiacoura.com.br/wp-content/uploads/2018/08/penetra%CC%81vel-a%CC%81gua-e-pla%CC%81stico.jpg?resize=225%2C300&amp;ssl=1 225w, https://i0.wp.com/leticiacoura.com.br/wp-content/uploads/2018/08/penetra%CC%81vel-a%CC%81gua-e-pla%CC%81stico.jpg?resize=480%2C640&amp;ssl=1 480w, https://i0.wp.com/leticiacoura.com.br/wp-content/uploads/2018/08/penetra%CC%81vel-a%CC%81gua-e-pla%CC%81stico.jpg?resize=188%2C250&amp;ssl=1 188w, https://i0.wp.com/leticiacoura.com.br/wp-content/uploads/2018/08/penetra%CC%81vel-a%CC%81gua-e-pla%CC%81stico.jpg?w=720&amp;ssl=1 720w" sizes="(max-width: 277px) 100vw, 277px" /><p id="caption-attachment-656" class="wp-caption-text">foto Chico Castro</p></div></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A partir da informação de que nosso corpo humano é constituído de 60 a 70% de água, me instiga saber como as moléculas de água reagem aos sons (o pesquisador japonês Masaru Emoto inventou um experimento para fotografar cristais de água congelada que haviam ‘ouvido’ sons diversos; as formas encontradas são inúmeras, diversas e impressionantes). Basicamente en<span class="text_exposed_show">tão, a água expressa como grande parte do nosso corpo reage aos sons. Os outros 30, 40%, pelo andar da indústria alimentícia, devem estar constituídos em boa parte por plástico, já que numa velocidade assustadora tudo o que comemos vem sendo adulterado e acobertado pelo imenso poder financeiro desta mesma indústria. E o plástico é a matéria da vez. Somos água e plástico.<br />
</span></p>
<p><span class="text_exposed_show">A proposta original da minha segunda pele seria um penetrável de água envolta em plástico e duas caixas de som potentes ao redor. Para qualquer um de nós penetrar, sentir a água e o plástico em volta como uma segunda pele e sentir o som vibrar pelo corpo através da água. O plástico formaria a superfície de contato. Orelhas sensitivas de água e plástico espalhadas por todo o corpo, proporcionando uma outra percepção do som. Ouviríamos então ali as canções dos espetáculos d’Os Sertões que eu havia citado nos textos anteriores.</p>
<p>Como o resultado esperado da proposta segunda pele seria principalmente visual já que a ser fotografado, e não haveria tempo para outras pessoas penetrarem minha instalação, aceitei o som ambiente discreto (que estava acontecendo no teatro) e penetrei eu mesma minha extensão aquo-plástica, e ao invés de me concentrar para tentar sentir o som através da água, ou ampliar minha percepção auditiva vibracional do corpo todo, experimentei um prolongamento do meu corpo em contato com o plástico, a água, e através da luz.<br />
Qual é o limite do meu corpo? Até onde nossos sentidos – audição, visão e tato – estão sub-utilizados, sub-explorados? Como experimentar uma possível ampliação dos sentidos? Como sentir o próprio corpo a partir de elementos externos?</p>
<p>E para fechar com chave de ouro o semestre das Arquiteturas do Corpo, Oswald de Andrade, hoje e sempre: “a alegria dos que não sabem e descobrem.”</p>
<p></span>[:]</p>
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